Acabamento inteligente

Durante muito tempo, o acabamento era um ponto cego no fluxo de trabalho no sector da embalagem. Muito poucos dados de trabalho chegaram às máquinas e muito poucos dados de produção eram re-alimentados no fluxo de trabalho. No entanto, os silos de dados entre a pré-impressão, a impressão e o acabamento estão, agora, lentamente a se desintegrar.
 


 




Cadeia de processos em rede abre caminho para uma maior produtividade

Muitas empresas estavam à espera que as lacunas na cadeia do processo digital fossem preenchidas, e houve um grande interesse neste tópico logo após Innovation Week da Heidelberg. Afinal, existem oportunidades inegáveis para a automatização do acabamento. Explorar este potencial inconfundível é ainda mais importante se o objetivo for tornar o acabamento tão produtivo como a impressão.
Já houve algum progresso na automatização do corte-e-vinco. A máquina de corte-e-vinco Mastermatrix, por exemplo, está totalmente integrada no fluxo de trabalho, de tal forma que tudo o que operador precisa fazer é confirmar o trabalho, em vez de ter que inserir os dados de pré-ajuste manualmente ou começar do zero. Todos os dados relevantes são transferidos para a máquina, o marginador e a cabeça de sucção ajustam-se automaticamente ao formato da folha. Consequentemente, a própria máquina reporta ao sistema de fluxo de trabalho, transmitindo os dados da produção, como tempo de acerto, tempo de produção, velocidade média de corte-e-vinco e o número de folhas processadas. Estes dados de desempenho podem, agora, ser usados para fazer avaliações bem fundamentadas sobre as operações de acabamento, fornecendo, assim, uma visão sobre temos que actuar de modo a aumentar ainda mais a produtividade. As empresas já estão a fazer exactamente isso nas suas operações de impressão através de soluções de negócios inteligentes como o Smart BI.

Reduzir tempos de acerto com planeamento de produção inteligente

Todas as etapas descritas acima ajudam a aproximar a relação entre a impressão e o acabamento para 1: 2. No entanto, a parte mais demorada de todo o processo - mudar as ferramentas de corte-e-vinco (cortantes, tábuas de descasque), alcear lâminas e configurar a máquina - não pode ser automatizada, pelo menos, ainda não. Embora o processo tenha sido integrado no fluxo de trabalho, uma troca de cortante ainda levará meia hora ou mais em média, mesmo para um trabalho repetido. Em contraste, uma mudança de trabalho numa máquina de impressão pode ser realizada no espaço de alguns minutos.
Isto levanta uma questão importante: porque é que tantas empresas continuam a planear a sua sequência de produção em torno da máquina de impressão? Faz mais sentido - especialmente se trabalhar com tiragens pequenas - planear a sequência de trabalho em função da máquina de corte-e-vinco. Desta forma, reduzimos ao mínimo as demoradas mudanças de cortantes.
Também ajuda incorporar o acabamento no fluxo de trabalho, porque os sistemas de planeamento de produção, como o Prinect Scheduler, têm os dados necessários para um planeamento adequado. Isto é especialmente vantajoso para pequenas tiragens. Outra alternativa, principalmente para as tiragens mais pequenas é o corte digital, em que os cortes na cartolina são realizados a laser. Os dados do trabalho provenientes da pré-impressão contêm tudo o que é necessário para este método. A tecnologia laser é particularmente importante quando se trata especialmente de tiragens pequenas e entregas rápidas.

A automatização desempenha um papel importante

Os fluxos de trabalho digitais e a gestão de sequências de dados também estão a aumentar nas máquinas de fechar e colar caixas. Claro que o progresso está a ser feito em termos de automatização. A Heidelberg está a buscar todo o tipo de automatização que alivie os operadores, como robôs que realizam tarefas mais pesadas como carregar a máquina de fechar e colar caixas e paletizar as mesmas. Também estão a ser dados os primeiros passos ao fazer com que as máquinas inteligentes comuniquem entre si. Por exemplo, a Diana Packer 4.0 obtém o perfil de cada caixa directamente da máquina de colar e fechar caixas, de modo a ajudar a optimizar e automatizar a embalagem nas caixas de transporte. Isto significa que o operador não precisa mais inserir os dados pela segunda vez na embaladora.
A integração digital do acabamento está a ajudar a explorar novas oportunidades de melhoria ao longo de toda a cadeia de processo. O progresso continua a avançar. Mantenha-se a par.
 

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