Boletim Fevereiro 2020 - XL 75

Este número Grafopel Newsletter estava agendado para dar à luz antes do Natal. A delonga deve-se ao tempo, que não deu tempo para a publicar a tempo e horas. Paciência!

Como o Natal já lá vai que fique dele, ao menos, a luz da sua chama divina a iluminar a densa opacidade das mentes que têm conduzido o mundo para uma sociedade sem confiança no futuro, a viver a vida inteira à espera de milagres anunciados, que nunca acontecem, por dirigentes em constante mutação, apresentados como exemplares nas suas funções, mas que na prática não servem de exemplo para ninguém, porque todos chegam como cabeças de turcos das ideologias reinantes, cingidos e submetidos a interesses ambíguos, onde há perversão de poderes e demissão de consciências, frente a uma sociedade abandonada a si própria, abúlica, pouco esclarecida, a pedir humildemente o pão de cada dia àqueles que não a ouvem, mas que com as suas boquinhas gulosas se banqueteiam nos manjares da mesa farta do Estado, com topos de gama à porta e motoristas às ordens. E milionários lugares à espera quando termina o consulado. E assim, sucessivamente.

O cenário actual e concreto da globalização da economia, uma realidade presente nas nossas vidas, impõe grande responsabilidade a todos nós pela sobrevivência das nossas empresas, das quais depende o emprego de milhares e milhares de trabalhadores, que na sua esmagadora maioria também dependem do salário para poderem usufruir de uma cidadania digna.
Todos sabemos que as transformações da economia mundial são irreversíveis. Prevalecem agora as leis do mercado e a competência na gestão empresarial. É lamentável, contudo, que a consciência e o dinamismo dos nossos empresários sobre a nova realidade, esbarre muitas vezes na postura anacrónica que continua sendo seguida pelos nossos governantes, que fazem discursos de pomposa oratória de abertura à integração, quando na prática sobrecarregam as empresas com impostos e condições absolutamente inadequadas para que o parque produtivo nacional possa, de facto, adequar-se aos níveis de competitividade exigidos pelo mercado.
É quase irónico o empresário querer investir em tecnologias, perseguindo ser competitivo e manter-se no mercado, e confrontar-se com o imenso abismo que separa a oratória e a prática irracional que caracteriza a realidade da nossa política económica, que cerceia o desenvolvimento das nossas empresas e torna cada vez mais difícil ser empresário neste país.
Um amigo meu, de nacionalidade espanhola, há longos anos radicado na Polónia, onde tem a sua empresa, dizia-me recentemente: “Aqui, na Polónia, obtenho sem dificuldade os financiamentos que necessito para investir no meu negócio. E apenas pago de impostos praticamente metade do que pagaria em Espanha ou em Portugal. Em Espanha e Portugal trabalha-se para o Estado. Como não queria ser explorado por um sócio sem capital, que em vez de ajudar ainda complica e ao mesmo tempo explora, decidi escolher a Polónia, que embora não sendo o meu país, é aquele que me acolhe de braços abertos, valorizando o meu trabalho. Além disso, com leis de trabalho justas, que não permitem que o trabalhador seja nem escravo nem mercenário.”

Finalizo a minha primeira crónica de 2020 lembrando que a Drupa está à porta.
Numa antecipação ao evento, que terá lugar, como sempre, na cidade de Düsseldorf – Alemanha, entre 16 e 26 de Junho próximo, a Drupa 2020 mostrará, mais uma vez, o perfil da indústria gráfica para os próximos anos, antevisão fundamental para que os empresários gráficos possam planear o futuro das suas empresas.
Provavelmente em moldes diferentes, o evento de maior prestígio da indústria gráfica internacional tem como objectivo ser a montra dos avanços das diversas tecnologias de produção gráfica, com enfoque para as inovações e processos, que permitirão ampliar ou abrir novas oportunidades de negócio para a indústria gráfica no seu conjunto.
Não deve desaproveitar esta oportunidade. Marque na sua agenda este compromisso para não acabar arrependido de ter faltado a tão importante certame, que lhe permitirá analisar e percecionar em que situação ficará a sua empresa diante das tecnologias de última geração ali apresentadas.

Para além do nosso convite para visitar o stand da Heidelberg no Pavilhão 1, oferecemos-lhe a possibilidade de uma viagem à fábrica em Wiesloch (um dia), onde poderá observar, no seu grande parque de exposição, toda a gama dos produtos Heidelberg, desde a pré-impressão à impressão (offset e digital) e ao acabamento, tanto comercial como de livro e revista, embalagem, rotulagem, etc.
Seguir-se-ão novas informações.
E assim termino, desejando que sejam felizes em 2020.

 
 
 

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