Tecnologia – Mercado – Concorrência

Uma trilogia maldita
 
Quando, brotando por todos os lados, as inovações tecnológicas se multiplicam no sentido de dotar as empresas com melhor qualidade e maior produtividade com menores custos, que razões explicam investir em equipamentos que já deram a sua contribuição até à exaustão a outros donos, que os substituíram por novas unidades muitíssimo mais produtivas? Resulta evidente que empresas com esta prática estão caminhando por atalhos que não conduzem a clareira nenhuma, e que em confronto com as que marcham por auto-estradas abertas ao progresso, todo o seu esforço para se tornarem competitivas se esbanja em vão. É incompreensível vê-las desviarem-se da dinâmica de desenvolvimento que as conduzira ao ponto onde chegaram, desbaratando debalde todo o esforço de progresso por que haviam pugnado.
Para alguns empresários, a principal variável usada, normalmente, para estabelecer o seu posicionamento entre novo e usado numa opção de compra, é a diferença de preço entre uma coisa e outra que está em causa e não o que pode gerar lucro ou prejuízo. Não é por casualidade que em muitos sectores de actividade as estatísticas assinalem mais óbitos que nascimentos.
 
No ambiente competitivo do mundo em que vivemos, um dos objectivos mais importantes a ser perseguido pelas empresas é, justamente, contribuir para o avanço da qualidade dos seus respectivos sectores de actividade. Entre todos os requisitos hoje exigidos, para que tenham o tão almejado padrão internacional, a qualidade, indiscutivelmente, é o mais importante. Seguem-se a produtividade e o grau de competitividade.
Os empresários, a despeito de todas as dificuldades da economia e das incertezas que pairam no ar, têm de continuar a pedalar para não cair, ou seja, investir em tecnologia, máquinas e equipamentos, com a consciência de se prepararem para um mercado cada vez mais disputado, em que qualidade e preço são factores diferenciais, que podem significar a diferença entre ganhá-lo ou perdê-lo. Todas as empresas, cada qual a seu modo, têm que buscar a sua afirmação no contexto de um novo mundo concorrencial, sem fronteiras. O desafio, agora e no futuro, impõe acompanhar todas as mudanças, com a capacidade de serem capazes de as antecipar com soluções flexíveis e inovadoras, deixando ressaltar sempre a qualidade do produto.
 
Não sou Moisés nem tenho uma varinha de condão, mas alguns mandamentos são de recomendar aos empresários da indústria gráfica, pelos menos àqueles com mente aberta, optimistas quanto ao futuro e sempre motivados para fazer as coisas acontecerem, ao invés de lamuriar e lamentar a crise económica ou a concorrência, como alguns fazem, mascarando a fragilidade das suas posições e revelando-se incapazes de fazer despertar o instinto de superação, sacudindo a abulia em que caíram.
O primeiro mandamento tem a ver com os pré-requisitos do mercado – o conhecimento, a informação, o surgimento e o crescimento de novas solicitações; o segundo, aconselha a estar permanentemente no olho do furacão, aceitando a realidade da situação concreta do mercado em cada momento e os avanços tecnológicos que se vão desenvolvendo em função dele; o terceiro, sugere acompanhar activamente as mudanças que envolvem não só mercado e transformações tecnológicas, mas também a forma de administrar o negócio gráfico, cuja atmosfera explosiva exige agudeza engenhosa e plena eficácia.
 
Actualmente, os processos digitais estão presentes em todo o tipo de equipamentos, desde a pré-impressão e impressão ao acabamento, queimando etapas e agilizando procedimentos. Nesta era de tecnologias digitais, o que hoje é novidade, propiciando uma mudança, amanhã caiu em desuso diante de outra, com novas e maiores capacidades. Esta catadupa sem freio de avanços tecnológicos, que vão surgindo cada dia, ao mesmo tempo que abrem janelas para novos horizontes, tornam caducas outras tecnologias recentes, que custaram um grande esforço financeiro, sem que se tenha obtido ainda proveito delas. Por isso, são muitos os desafios que enfrenta o sector gráfico, que não pode fazer impedir nem retardar esta dinâmica, que obriga a investir para conservar a sua posição no mercado. Um círculo vicioso, que sufoca a vida de muitas empresas, mas que não pode fazer desanimar iniciativas e projectos, ante uma evolução tecnológica que se converteu em irreversível. Hoje não há limites definidos de tempo para substituir o velho pelo novo.
De facto, a indústria gráfica é um dos sectores em que as necessidades constantes de actualização tecnológica é mais premente, dado o grau quase fulminante dos seus avanços e requisitos do mercado. Como actuar e ganhar?
Não há receitas pré-preparadas e infalíveis para o êxito. Tudo depende da vontade e do querer das pessoas.
Em todas as actividades, empresa que não se supere será superada por aquelas que rompem fronteiras, que se renovam e dão novos saltos para a frente, tendo em mente que tecnologia, mercado e concorrência é uma espécie de jogo de forças, que oscila favoravelmente para o lado dos melhores preparados, com equipamentos, métodos e processos para produzir um produto industrial melhor e mais barato do que o da concorrência. Coisa que muitos gráficos tradicionais não entendem, tendendo a fixar-se numa cultura de empresa rotineira, sem visão estratégica de futuro.
 
 

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