2018 expressa uma recuperação do sector

A indústria gráfica portuguesa está emergindo de uma crise económica e sectorial, que embora transversal na Europa e em muitas partes do mundo, foi extremamente penalizadora para Portugal, que tendo arruinado as suas contas públicas, tornou inevitável os ditames de uma troika e os sacrifícios dos portugueses para ajudar a pagar a factura.
Os desvarios cometidos por uma caricatura de governo, que ao longo de meia dúzia de anos colocou o país no fio da navalha, sem outra solução para evitar a bancarrota do que a de pedir ajuda financeira e aceitar um exigente pacote de medidas de austeridade para o safar da alhada em que o metera, conduziu-o, inevitavelmente, para uma crise redobrada, que afectou dramaticamente toda a sua actividade económica.
O número infindável de insolvências, o desemprego e a dramática baixa de poder de compra dos portugueses deve-se, sem dúvida, a uma gestão danosa dos nossos recursos, com total descontrole dos gastos públicos, por políticas de políticos que mostraram o vazio da sua incompetência, sob a capa protectora de um     primeiro-ministro que, ao que parece, terá trabalhado para os superiores interesses do seu rebanho e de si próprio. Um dos aspectos negativos da actividade política é aquilo que vai desaparecendo dos seus quadros – a noção de responsabilidade de um mandato eleitoral. O destempero dos seus actos chega a ser um insulto ao povo que os elege. Mas, adiante…
Como ia dizendo, a indústria gráfica nacional está emergindo rumo à recuperação. Embora a crise não tenha terminado de vez e os seus efeitos ainda se façam sentir, ela irá sendo amenizada e em grande parte contida, se se continuar a relançar políticas que façam aquecer a economia de uma forma global.
O sector gráfico, felizmente, continua a contar com empresários capacitados que percebem existir oportunidades de negócios e crescimento, e que isso torna a actividade gráfica ainda bastante atractiva. As perspectivas são suficientemente grandes para todos os gráficos, embora com facetas diferentes, dependendo do segmento para o qual se olha. Mas, como é óbvio, tudo depende do desempenho da economia real, que é o que comanda os comportamentos e as estratégias individuais e colectivas de todos os sectores de actividade. No entanto, é preciso ter em atenção que a economia não reaquece de um dia para o outro para que os seus efeitos possam ser efectivamente sentidos, de uma forma global, ainda em 2018.
 
Como é evidente, numa economia próspera os negócios estimulam o investimento em novos e produtivos equipamentos, permitindo às empresas ter uma base industrial suficientemente estável para acompanhar as tendências e necessidades do mercado.
De igual modo, também as empresas produtoras de equipamentos gráficos conciliam as suas ideias, projectos e perspectivas em articulação com a economia. Com o momento actual a reflectir já uma certa retoma, também os fabricantes de equipamentos gráficos espelham uma nova onda de optimismo. São eles, afinal, que com o desenvolvimento de novas tecnologias dão resposta eficiente para as exigências e oportunidades do mercado, ditando à indústria gráfica os caminhos a seguir e os objectivos a atingir. Aumentando o seu leque de produtos, inventando tecnologias que permitam produzir com prazos de entrega mais rápidos, encurtando a viagem na produção de forma mais rentável, eliminando processos manuais e automatizando o fluxo de trabalho, as empresas continuarão a pesquisar e a criar novos produtos. Este é o seu contributo para o desenvolvimento desta indústria, que justifica toda a atenção das entidades da classe, no âmbito das suas acções e políticas votadas ao fortalecimento e competitividade do sector que representam, contribuindo politicamente pela solução do problema mais urgente que restringe a sua actividade: a limitada e ineficaz oferta de crédito. Equipamentos com novas tecnologias são investimentos chave com repercussões importantes no desenvolvimento económico das empresas. Porém, nem todas dispõem de cash flow financeiro para auto-financiar-se. Razão porque o financiamento segue sendo um factor essencial para os seus objectivos operacionais específicos.  
A procura de um grau mais elevado de competitividade da economia das empresas deve ser um objectivo de interesse nacional. Consequentemente, expressa a necessidade das sociedades financeiras compreenderem que as empresas carecem do seu apoio para se renovarem, evitando os constrangimentos decorrentes da sua perda de competitividade.
 
Sem medidas que estimulem o crédito de médio-longo prazo, facilitando investimentos produtivos, as empresas nacionais vão perdendo poder competitivo e mercado para a concorrência externa, de países onde a oferta de crédito não tem restrições. O que, infelizmente, não é o caso português, em que a oferta de crédito continua praticamente indisponível ou demasiado exigente para financiar o sector gráfico.
 
 

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