Não deixe que lhe pisem os pés!

Desde que Gutenberg inventou os caracteres móveis em 1455 e pôs a palavra escrita ao alcance de todos, a humanidade mudou o seu comportamento e a sua forma de pensar. A sua invenção revelar-se-ia como uma força revolucionária espantosa, produzindo uma mudança radical na aproximação do homem, modificando o pensamento e permitindo um fluxo informativo cada vez mais constante e com maior difusão.

É fácil estabelecer o contraste entre aquilo que era e o que passou a ser o desenvolvimento de uma nova cultura escrita, que antes era apenas privilégio de alguns. A novidade, em apenas 20 anos, tinha-se difundido por toda a Europa, acompanhada de novos hábitos mentais, estimulados pela oferta crescente de material impresso, dos mais diversos quadrantes de pensamento.
Antes de Gutenberg, a realidade indicava que a força era o poder. Em regra, a moral em vigor era o respeito pela tradição e a obediência e fidelidade ao Senhor do Brasão. No nosso tempo, a força que potencia o poder é o conhecimento, a inovação e a tecnologia.
 
O conhecimento é, actualmente, o novo campo de batalha de uma sociedade global. Flutua sem controlo e nada pode detê-lo. Anda no ar e transmite-se à velocidade da luz de um canto ao outro do planeta. As oportunidades que o conhecimento oferece convertem-se em autênticas revoluções, que são ao mesmo tempo fantásticas e danosas.
No passado, ao invés do que acontece hoje, podíamos ser donos de um determinado conhecimento ou segredo profissional em exclusivo durante muito, muito tempo. Hoje, qualquer ideia brilhante ou segredo profissional, uma vez que a informação saia à luz do dia, passa a ser a voz que corre, que todos copiam, não tardando a converter-se em caso comum. Ou seja, o que é hoje novidade, ao cabo de pouquíssimo tempo será já algo habitual. Isto significa que vivemos, actualmente, num contexto em que é cada vez mais difícil conseguir uma vantagem competitiva sustentável.
 
O progresso contínuo da tecnologia não se deterá nunca. Cada vez mais se reconhece e se toma mais consciência do seu poder. A tecnologia marca o ritmo de vida das pessoas, das empresas e dos países. A indústria moderna vive envolvida numa guerra tecnológica e económica, com cada interveniente procurando tornar-se suficientemente forte para ganhar vantagens sobre os adversários. O problema ou a consequência disto, é que todos se competem contra todos com tecnologias iguais ou parecidas, cada um buscando elementos diferenciadores, de forma a lograr a motivação dos clientes, que não são míopes e se aproveitam desta guerra em seu benefício. Aliás, actualmente, em qualquer sector de actividade a fonte do problema é a mesma: o imperativo da competitividade comanda os comportamentos e as estratégias de cada entidade, conduzindo muitas empresas a um elevado nível de instabilidade.
Não é fácil esquecer os espectaculares avanços nas últimas duas décadas em novas tecnologias dirigidas à indústria gráfica, tanto revolucionárias como evolutivas. A dura realidade é que passaram a desenvolver-se tão rapidamente, que vão e vêm com ciclos de vida tão curtos, que são como o céu e o inferno ao mesmo tempo. As empresas têm de adquirir velocidade para amortizar investimentos e obter recursos para novas aquisições porque o mecanismo do mercado obriga-as a criar significado a cada momento. Dito de outro modo, as tecnologias vão e vêm dando lugar ao novo, pelo que a necessidade de renovação é constante. Como os produtos seguem evolucionando através das tecnologias que mudam o nosso dia-a-dia, quanto mais nos adiantarmos, mais fácil será o êxito.
Nos momentos de mudanças radicais, a capacidade de uma empresa mede-se, sobretudo, na sua habilidade para sobreviver. Se até há pouco tudo estava pré-estabelecido, hoje, para ter êxito temos de conhecer bem o negócio, tentar ser o melhor e seguir o guião em tempo real, sem improvisos, e renovar antes que seja obrigado a isso. A maior parte das insolvências ocorridas nos últimos anos aconteceram em empresas que montavam um cavalo velho, sem se aperceberem que a melhor estratégia teria sido desmontar e cavalgar num novo.
 
Para muitas pessoas inovação é igual a tecnologia. Mas não tem que ser necessariamente assim. Inovação é a arte de combinar capacidades. Abarca tudo, e todos podemos ser inovadores ao desafiar os estereótipos.
Criar um modelo de negócio, criar uma novidade exclusiva, que tanto pode ser um modelo novo de qualquer coisa, como o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Um treinador e um jogador de futebol ou um cozinheiro, por exemplo, podem ser inovadores, desenvolvendo novas tácticas, re-inventando novas fintas, criando novos sabores.
Inovar é diferenciar um produto de outro no mercado. Algo que crie vantagens competitivas.
Ésquilo, filósofo grego, disse que “sábio é o que sabe coisas úteis mais do que o que sabe muitas coisas”.
A riqueza obtém-se com talento e sabedoria, e as empresas que queiram conservá-la ou ampliá-la estão obrigadas, antes que lhes pisem os pés, a correr mais que as outras, inovando continuamente, apresentando produtos totalmente distintos, que chamem a atenção das pessoas e apelem aos seus cinco sentidos.
 
Hoje, todas as empresas modernas competem no âmbito das três forças mencionadas: conhecimento, tecnologia e inovação.
- O fluxo constante de conhecimento, que flui relativamente aos movimentos sísmicos de cada área de negócio, permite determinar como agir para enfrentar os mercados e a concorrência;
- A tecnologia marca o ritmo. Renovar os mausoléus por novos avanços tecnológicos é dar uma nova forma de vida ao negócio;
- A inovação e a tecnologia unidas convertem-se em elementos didiferenciadores e fonte de vantagens competitivas.

 

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