Boletim Maio 2017 - Push to Stop

A indústria gráfica vive de resultados
 

São muitos os desafios que as empresas enfrentam quando têm que lidar com os limites indefinidos da tecnologia no que toca ao futuro e às opções que se apresentam.
Dito isto, vale a pena refletir e questionar sobre que tecnologias digitais dadas a conhecer durante a Drupa representam possibilidades reais e imediatas ou que tirando partido delas, terminem exercendo impactos consistentes no desenvolvimento da economia das empresas, marcando o caminho do futuro da indústria gráfica.
No rasto do que tem acontecido nas últimas Drupas, em termos de novidades voltadas para a impressão digital, em minha modesta opinião tem-se exagerado quantos aos efeitos positivos do sistema.
O mercado concorrencial não é tudo. Estou falando, obviamente, das consequências perversas de impulsionar vendas de tecnologias não completamente trabalhadas e testadas, algumas ainda em fase de protótipos virtuais, sem mostrarem ao vivo a sua verdadeira valia. Sem qualquer surpresa, grande parte da euforia verificada na última Drupa será arrefecida pelos limites da própria tecnologia e da sua ineficiência económica.
Ao fim e ao cabo, a finalidade máxima de qualquer indústria é estar em condições de produzir com êxito e de forma rentável, ou seja, optimizar a relação entre meios utilizados e resultados obtidos. Uma premissa no que constitui o principal fundamento do negócio.
Visões futuristas? Possivelmente. Mas primeiro que passem do intangível para o tangível.
 
Foi nos anos noventa que teve início uma campanha na tentativa de validar o processo digital como alternativa ao offset. Essa tentativa ou falhou ou foi impedida de obter sucesso. E porquê? Porque o caminho adoptado desde então pelos fabricantes de equipamentos de offset, com novas soluções simplificando e agilizando todos os passos do processo, assegurou à indústria gráfica um sentido de direcção e de segurança em relação ao presente e ao futuro, contrariamente ao sistema digital, que nestes últimos quase trinta anos tem andado à procura da sua própria identidade. A história ainda relativamente curta da sua difusão convida à prudência na avaliação do seu desempenho e nas conclusões a tirar quanto à sua rendibilidade.
De qualquer forma, qualquer que seja o processo digital na área de impressão a conquistar sucesso, ele virá para somar ao leque de possibilidades existentes, na tentativa de abichar uma fatia do mercado e não para desbancar o offset do seu bastião.
 
A indústria gráfica vive de resultados. Por isso, não há porque esconder o jogo. Propaganda é, sem dúvida, uma das ferramentas do marketing utilizada oferecendo ao mercado gráfico soluções milagrosas, que nem sempre atendem às necessidades reais dos clientes e do mercado. Os empresários, sempre na busca de soluções que contribuam para gerar maior produtividade e competitividade nos seus negócios, seduzidos pela acção de marketing de muitas empresas – na maioria dos casos apenas propaganda – convencidos de que aquele é o caminho para o sucesso, por vezes dão passos em falso investindo em tecnologias e soluções que não geram lucros.
É verdade que a gradual aceitação da tecnologia digital afectou o rácio de trabalho em offset de pequeno formato e tiragens reduzidas, tendo feito progressos nesse segmento de formato, sem contudo se verificar uma aceleração do processo para tiragens superiores, capaz de desbancar em competitividade o offset, quer em custos de produção quer em qualidade e produtividade.
Neste contexto, tem especial significado as alianças estratégicas que motivaram as empresas a cooperarem entre si com vista à partilha de custos de desenvolvimento de novos produtos digitais, a captar conhecimentos tácitos e tecnologia dos parceiros, acesso a recursos financeiros, etc. Daí, o crescente número de produtos e projectos para determinados segmentos, apresentados na última Drupa. Que tanto podem fazer prever um eventual sucesso, como uma simples afirmação futurista de resultados efémeros. Um cenário de incertezas a que só o tempo dará ou não cobertura.
Um facto real verificado no decurso destas duas últimas décadas, foi a expansão de recursos do offset com a introdução de tecnologias digitais no processo, permitindo uma multiplicidade de novas incríveis soluções obedecendo à lógica de exigência e expansão do mercado, garantindo que a combinação óptima dos factores qualidade, produtividade e económico sejam assegurados. Tudo isto, na minha perspectiva, a marcar a sua posição dominante para as próximas décadas.
 
Não é de hoje que os processos gráficos passam por mudanças. Mudanças em todos os sectores relacionadas com tecnologias e processos estão sempre a acontecer. Quaisquer desafios nesse sentido têm sempre um lado positivo, dependendo até que ponto podem revolucionar a rentabilidade de uma empresa.
Ampliar o portfólio de soluções gráficas voltadas a atender um mercado mais atento à qualidade e que não abre mão do preço competitivo, tornou-se inevitável e prioritário num contexto de competitividade. A somar a isto, fazer jus à eficiência e produtividade deve ser também motivação prioritária a marcar a receita-chave para conduzir a negócios bem sucedidos e rentáveis. No entanto, produção eficiente e melhoria contínua são, para alguns, apenas conceitos abstratos que, todavia, escondem por trás técnicas e processos que ajudam as empresas no que diz respeito a produtividade e lucro.
Em boa verdade, quantas gráficas nacionais podemos citar com um software de gestão que permita optimizar a produção em todas as suas fases – pré-impressão, impressão e acabamento – tornando possível que todo o fluxo de trabalho funcione conjuntamente, evitando erros e aumentando a produção?

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