Muitos produtos não se distinguem uns dos outros. A embalagem assume a difícil missão de dar um perfil ao produto. Ela representa a marca, promove o necessário reconhecimento e ajuda a dar aos produtos uma identidade clara.
Na área gráfica, a produção de embalagens obedece a normas técnicas que se deparam com um número expressivo de requisitos determinados pelos fabricantes dos produtos que vão ser introduzidos dentro delas.

É verdade. A embalagem é considerada parte do produto e deve incorporar e cumprir as condições necessárias ao seu acondicionamento, protecção e divulgação junto do consumidor. Deve atender às mais diferentes exigências impostas, como sejam as normas específicas de cada sector, que estipulam e orientam os procedimentos capazes de garantir um produto final aceite pelos controlos de qualidade dos padrões do mercado consumidor.
 
À primeira vista parece complicado. E é mesmo. Mas são desafios que a nossa indústria gráfica de embalagem já superou através dos melhores recursos tecnológicos, com soluções e sistemas de segurança correctos. Desde uma grande variedade de materiais a sistemas e processos de impressão, como offset, flexografia e rotogravura entre outras, a nossa industria gráfica de embalagens não deve nada às suas congéneres estrangeiras. Os equipamentos utilizados são os mesmos e do ponto de vista do design, os nossos criadores gráficos sabem bem como desenvolver, em forma, cor e imagem, embalagens atrativas, capazes de agregar valor ao produto.
As vantagens da embalagem são evidentes e a sua utilização atinge mais de 90% dos artigos que precisam de protecção, principalmente quando se trata de embalar produtos alimentares, de cosmética e farmacêutica.
Contrariamente a outros produtos gráficos, que por efeitos da letargia económica têm sofrido um abrandamento no número de tiragens, o segmento de embalagens cresce imparavelmente em todos os mercados.
No ambiente dos supermercados os exemplos ilustram como as vantagens das embalagens são evidentes no mundo dos bens de consumo. A qualidade e preço de um produto já não são os únicos factores determinantes do seu sucesso. A apresentação – ou seja, a embalagem – ganha preponderância, posicionando-se como um extraordinário instrumento de marketing.
Por detrás de uma embalagem, rígida ou flexível, estão os designers, os impressores e as máquinas. Ou seja: criação, produção e tecnologia. A tecnologia é indispensável porque é a ferramenta de uma gráfica. Com a tecnologia não há limites para explorar o tecnologicamente possível, que satisfaça o desejo dos designers e a exigência do cliente.
 
Baseando-me do que conheço do passado e imaginando o futuro, a embalagem será cada vez mais necessária e inovadora. Atingirá cada vez mais a perfeição, terá formas mais criativas, normalizadas; acabamentos luxuosos de vernizes de iridescentes e pigmentos de madre-pérola, que provocam efeitos nacarados e um brilho profundo, que torna realidade a apresentação visual desejada. Efeitos obtidos numa só passagem em impressão offset. Estampagens em relevo, revestimentos a prata e ouro, brilho metálico ou cores especiais; películas holográficas e de disfracção, corte-e-vincos cheio de efeitos, hot-foil, calandragens, etc., são sofisticadas técnicas de acabamento que estimulam a atracção visual do consumidor.
 A ligação das diversas aplicações despertará a atenção que os designers e produtores de embalagens desejam para os seus produtos. É isto que incentiva o espírito inventivo dos designers e, posteriormente, o do comprador do produto.
Prevê-se que as embalagens no futuro vão ser mais viradas para os media. Até agora podemos entrar em contacto directo com os produtos nas prateleiras dos supermercados e tocar-lhes ou pegar-lhes. Futuramente, vamos comprar muitos produtos através do monitor instalado no carro de compras, sendo o aspecto visual e a comodidade os temas centrais. Uma evolução, que embora dificilmente calculável, vai fazer surgir novas oportunidades de negócio no sector da embalagem.
 
A área da embalagem também produz sacos de papel, satisfazendo uma outra exigência não só dos fabricantes de artigos de marca, mas de empresas de todos os ramos, que utilizam o saco como um meio de publicidade.
Actualmente, as possibilidades tecnológicas para desenvolver produtos de alta qualidade tornaram-se reais. Sem dúvida que é preciso enfrentar os novos desafios técnicos, acompanhar o tempo e não estagnar, porque a evolução na área da embalagem será revolucionariamente ilimitada.
Uma visita à Interpack, que terá lugar em Düsseldorf – Alemanha, de 4 a 10 de Maio próximo, pode abrir novas perspectivas e ajudar a perceber melhor o futuro da embalagem (rígida e flexível) nos próximos dez anos.
 
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